Huelva discute a crítica

Em Huelva, de 17 a 24 de novembro de 2007, a trigésima terceira edição do Festival de Cinema Iberoamericano de Huelva – Melhor filme e melhor direção: Luz silenciosa (Stellet licht) de Carlos Reygadas (México, França, Holanda) ; Prêmio especial do júri, O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger (Brasil); Melhor roteiro, El baño del Papa, de Cesar Charlone e Enrique Fernández (Uruguai, Brasil); Melhor ator: Leonardo Medeiros, Não por acaso, de Philippe Barcinski (Brasil); Melhor atriz: Sofia Gala El resultado del amor, de Eliseo Subiela (Argentina); Melhor fotografia: Paula Grandío: La León, de Santiago Otheguy (Argentina).

Nos três primeiros dias do festival um Encontro de Crítica de Cinema, organizado pelo festival em colaboração com a Universidade Internacional de Andalucía.

O festival promoveu ainda o lançamento do livro do crítico e historiador cubano Juan Antonio García Borrerro Cine cubano de los sesenta: mito y realidad, co-edição do Festival de Huelva

(www.festicinehuelva.com)

e da livraria e editora Ocho y medio

(www.ochoymedio.com).

 

Encarnación, de Anahí Berneri

San Sebastián

Prêmio da Crítica no 55º Festival de San Sebastián, Encarnación de Anahí Berneri conta uma história nostálgica que corre paralela àquela contada em Alexandra, de Alexandre Sokurov, lançado em maio no Festival de Cannes.

A Concha de Oro de San Sebastián foi para A Thousand Years of Good Prayers, de Wayne Wang, e o prêmio Horizontes foi para El baño del Papa, de César Charlone e Enrique Fernandez.

 

Marcos Prado e José Padilha, foto de Denis Delaroca

Berlin 2008

Na abertura, um documentário (Shine a Light, de Martin Scorsese). No encerramento,  prêmio especial do júri para um documentário (Standard Operating Procedure, de Errol Morris) e o Urso de Ouro, para uma ficção filmada em tom de documentário (Tropa de elite, de José Padilha). No 58º Festival de Berlin, destaque para filmes de ficção abertos a um diálogo com o cinema documentário.

 

Cannes 2007

Cannes, palácio do festival

 

A festa dos 60 anos Para comemorar os 60 anos, na fachada do festival fotos gente pulando de contentamento e pediu a 35 diretores de vários países que cada um deles fizesse o seu cinema - Chacun son cinéma, filmetes de três minutos cada com uma história em torno de uma sala de projeção. Walter Salles mandou duas mensagens: uma de Miguel Pereira e a outra uma carta para V., que não está nem aí para isso.

 

Cinema de poesia: duas experiências de narrativas poeticas no festival: A via láctea, de Lina Chamie, exibido na abertura da Semana de Crítica, e Le scaphandre et le papillon - O escafandro e a borboleta, de Julian Schnabel.

 

Memória fotográfica: Antes da festa do tapete vermelho nas escadarias para as sessões de gala, o principal ritual do Festival de Cannes eram os debates depois das projeções especiais para a imprensa. Quatro páginas fotográficas lembram estes encontros nas década de 1970 e 1980.

 

Uma caderneta de nuvens : Na gala de encerramento da Quinzena dos Realizadores, Sandra Kogut fez a primeira projeção pública de Mutum, baseado em Guimarães Rosa, uma fusão do texto de Rosa com formas de trabalho do cinema documentário.

 

O culpado é inocente : Vistos lado a lado na competição de Cannes, Paranoid Park, de Gus van Sant, No Country for Old Men, de Joel e Ethan Coen, e Zodiac, de David Fincher, revelam melhor o que discutem: a América de agora como um lugar sob a proteção e sob a ameaça de uma mesma força bruta: o que move a sociedade é também o que a destrói.

 

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BH: cine popular

De 31 de outubro a 6 de novembro de 2007, para comemorar os 110 anos da cidade de Belo Horizonte, a Mostra Cine BH. no bairro de Santa Tereza da capital mineira.

Na abertura, Castelar e Nelson Dantas no país dos generais, de Carlos Alberto Prates Correa (2007) e nos programas seguintes, entre outros, Jogo de cena, de Eduardo Coutinho (2007) Andarilho, de Cao Guimarães, (2007), Pequenas histórias, de Helvécio Ratton (2007) A via láctea de Lina Chamie (2007), Serras da desordem de Andrea Tonacci (2006) .

Além dos filmes, uma série de oficinas (roteiro, produção executiva, direção e vídeo digital) e cinco debates:

A cena mineira nos 110 anos de cinema brasileiro,

Na paralela do circuito,

Diálogos históricos,

O mercado de cinema e o cinema brasileiro no mercado, e

Tradições e contradições do cinema brasileiro popular