O jogo de cena de Coutinho
Um depoimento de Eduardo Coutinho gravado pouco depois da realização de Santo forte e análises de seus filmes
> ver O vazio do quintal
> O Brasil por conta de nós próprio
A mixagem de Eisenstein
Entre Potemkin (o tiro silencioso na cabeça da mulher na escadaria de Odessa) e Ivan (a musica silenciosa dos olhos de Efrosinia, Kurbski e Anastásia), um cinema em que a ideia de montagem pouco a pouco cede lugar à de mixagem.
> ver: Efetivo afetivo e também
imagens de ¡Que viva México! em
A câmera como um lápis,
o lápis como uma câmera.
Na primeira fala de Mar de rosas a vontade que impulsiona o cinema feito por mulheres na América Latina: “Me deixa falar!”
> ver A língua provisória
> ver também Desabafo
Na metade da década de 1970, Profissão: repórter e Identificação de uma mulher sugerem que começávamos a viver como repórteres, presenciando os fatos mas impedidos de agir.
>ver Deformação profissional
e A fechadura e a grade na janela
O rosto de Bergman
Persona (1966) retoma a idéia de foto-montagem tal como praticada na década de 1920. Produz um rosto de mulher de estranheza semelhante à que resulta dos retratos de Luis Buñuel que Man Ray fez em 1943 com a montagem de dois negativos de 1929.
> ver Rosto, máscara, persona
> ver também sobre filmes de
Ingmar Bergman
A ópera de Bertolucci
Quando Bernardo Bertolucci começou a fazer filmes o cinema questionava o hábito de se mostrar como uma imitação da realidade para se pensar como uma realidade à parte, uma forma de expressão mais próxima da ópera.
> ver a nota O ridículo de Bertolucci
> ver também Verdi e o imperador
> ver ainda A face oculta da lua
O trânsito de Bressane
Todo o tempo em trânsito, o cinema faz fronteira com as outras artes e existe como se fosse um prefixo: um trans, indicador de trânsito, de movimento em torno de.
> ver O deserto em transe,
> ver também Sonhando o sonho
e No mar da tranquilidade
O coração de Cassavetes
Os tropeços de um homem e de uma mulher que não sabem como enfrentar os desencantos amorosos de todo o dia: Love Streams. Para Sarah Lawson (Gena Rowlands) o amor é uma torrente contínua que não pára nunca. Para Robert Harmon (John Cassavetes), só um bom tempo que dura pouco.
> ver O coração de Cassavetes
O imponderável de Joaquim
Joaquim Pedro de Andrade diz que deicidiu fazer cinema porque certo dia viu Simão do deserto de Buñuel e por julgar que sem cinema a vida não vale a pena.
> ver os textos:
A redenção pelo excesso de pecado e
Ponderações sobre o imponderável
A normalidade fabrica monstros através dos acidentes provocados pelas máquinas, regras do bem-estar social e pelo olhar preconceituoso, sugere David Lynch em O homem elefante No personagem desta história o espectador vê um trabalhador deformado por um acidente de trabalho.
> ver A danação da norma
e também Ver ou não ver, eis a questão
Uma cena de Elisa, vida mia lembra uma imagem de A hora do lobo: Em Saura Elisa diante do espelho arranca a pele do rosto. Em Bergman uma mulher arranca a pele da cara para ouvir a música sussurrada num cravo.
> ver Elisa na hora do lobo
> ver À flor da pele
> ver também A pele do lobo
As vozes de Welles
Uma voz sozinha consegue pouco, reafirma Cidadão Kane na voz desafinada de Susan Alexander ao cantar O barbeiro de Sevilha de Rossini. O filme, por isso, mistura a voz do cinema à do teatro.
> ver Cidadão | Televisão
O céu de Wenders
Quase ao mesmo tempo um americano influenciado pelo cinema europeu (Allen: A rosa púrpura do Cairo) e um europeu influenciado pelo cinema norte-americano (Wenders: Paris Texas) realizaram filmes sobre as relações entre o cinema e o espectador.
> ver A rosa púrpura de Berlin
> ver também:
Coisas que esqueci mas que
não me saem da memória
No dentista, um homem cobra não apenas o dente que perdeu: ele cobra, não paga: isso é tudo o que o espectador sabe dele em Cobrador de Paul Leduc. O poder exige que o devedor pague tudo o que não deve. O dente de trás dói muito, o cobrador está cansado de pagar. Não paga mais, cobra a vida que lhe devem.
> ver A cabeça sem travesseiro
Talvez, pelo menos até a década de 1950, o principal impulso para fazer cinema no Brasil tenha sido uma vontade de espectador, de retomar a emoção sentida na projeção de um filme estrangeiro.
> ver A cachoeira no jardim
Uma coisa que é ao mesmo tempo ostra e vento. O título do filme de Walter Lima Jr., A ostra e o vento, pode ser tomado como expressão da relação entre o espectador e o filme no instante da projeção.
> ver ImagiNação
Na década de 1980, o cinema brasileiro voltou-se para um personagem que se sentia estrangeiro em sua própria terra: sentia seu presente como se vivesse no passado, em atraso com a modernidade, à espera de dias melhores no futuro.
> ver O cego às avessas
Imaginemos um táxi que corre na rua conduzido por um motorista que não tira o pé do freio: a história contada no filme de Martin Scorsese passa na tela mais ou menos assim: pé no freio, até o instante em que o motor, no extremo de pressão, arrebenta.
> ver Juízo final
Em 1946 O ébrio de Gilda de Abreu repetiu no cinema o sucesso de público da canção de Vicente Celestino no rádio com a história de um médico rico e famoso que se reduz a um ébrio “apedrejado pelas ruas, sem lar e sem parentes”, para “esquecer a ingrata que amava e que o abandonou”.
> ver No tempo do rádio
O que é um crítico de cinema? A partir de que coordenadas escreve? Escreve do mesmo modo sobre um filme nacional e um filme estrangeiro? Sobre um filme de arte e um filme produzido para o grande público? Estas questões orientaram o Encontro com a crítica de cinema promovido durante o Festival de Huelva de 2007 pela Universidade Internacional de Andalucía.
> ver Três notas sobre a crítica
O grande momento e
A arte da crítica e a crítica da arte
De Hiroshima e Fukushima
Na metade da década de 1950, ao mesmo tempo em que se dedicava a Os sete samurais de Akira Kurosawa, a Toho Filmes produziu um filme de pequeno orçamento sobre um monstro criado pelas explosões atômicas: Godzilla (Gojira, de Inoshiro Honda). O sucesso dessa ficção, levou a Toho a produzir logo um novo filme com o monstro: Godzilla ataca de novo e a produzir também um filme de Akira Kurosawa Anatomia do medo, história de um homem que, em pânico diante da ameaça de destruição do Japão numa explosão atômica, tenta convencer a família a mudar-se para o Brasil.
> ver De Hiroshima a Fukushima
> ver também :
> sobre cinema brasileiro
> sobre cinema documentário
> sobre cinema e pintura
> sobre cinema e literatura
> sobre cinema latino-americano
> sobre cinema norte-americano
> sobre cinema europeu

Cave of Forgotten Dreams de Werner Herzog

A certa altura de A caverna dos sonhos perdidos Werner Herzog propõe a sua equipe permanecer em silêncio para que se possa ouvir o som do coração. Em As canções, Eduardo Coutinho propõe que todos cantem para que se possa ouvir as batidas do coração. Ele mesmo, fora de quadro, mas dentro da caverna que construiu para filmar, em dado momento cantarola um verso esquecido pelo entrevistado.
A exibição dos dois documentários, lado a lado, em dezembro último, no cinema do Instituto Moreira Salles, estimula o paralelo e sugere uma conversa espontânea entre a caverna de Herzog e a de Coutinho, a primeira principalmente imagem a segunda principalmente som. A primeira é uma caverna real, descoberta na França há pouco mais de 16 anos, com pinturas rupestres feitas há 32 mil anos. A segunda, artificial, interior esvaziado de qualquer colorido e decoração, cenário à maneira de uma caverna, para concentrar a atenção no rosto das pessoas que falam e cantam.
Confinado às estreitas pontes de metal montadas para proteger o chão ainda repleto de marcas e utensílios em estudo, Herzog quase não pode se mover no interior da caverna de Chauvet. Coutinho mantém a câmera fixa num quase mesmo enquadramento, uma imagem sussurrada para que nenhum ruído visual interfira nas canções de sua caverna.
No filme de Herzog o que se movimenta de fato é a luz, em lentas panorâmicas sobre o relevo das pedras pintadas. No de Coutinho o que se move é a voz, que passeia pelo espaço em panorâmicas afetivas.
Numa caverna, o cavalo pintado com a boca aberta é quase uma imagem sonora, tal como os bisontes de muitas patas é quase uma imagem em movimento. Na outra, operação inversa, o som ganha uma terceira dimensão e, quase visual, a música sugere uma imagem que vai além do imediatamente visível, o rosto da pessoa que canta, que permite ver (imaginar, sonhar, delirar) a história cantada.
Numa caverna, pinturas rupestres na outra tristezas e alegrias gravadas na memória como imagens entalhadas na pedra. Nas duas, o cinema. Na tela, na caverna de Herzog e na de Coutinho, a sala de cinema, uma representação daquele mesmo espaço em que se encontram os espectadores – uma caverna Arteficial (como escreveu certa vez Eisenstein para se referir às construções artísticas) mas com o sabor de espaço que existe há mais de 32 mil anos.

Electra de Michael Cacoyannis
À primeira vista, um filme distante do espectador de hoje: Electra, de Michael Cacoyannis, inspirado no texto de Eurípedes, foi feito em 1962, em preto e branco, num momento em que o cinema era pensado e realizado como uma construção de imagens - o som era acrescentado depois, em estúdios de dublagem e de produção de ruídos para correr por baixo dos diálogos, e de música para, nos silêncios ou por cima das falas, acentuar o ritmo ou a intensidade da cena. Tudo muito diferente do que a câmera mais leve e silenciosa associada a um gravador portátil, equipamentos que começavam a ser fabricados, tornaram possível adiante, a filmagem em som direto, e mais diferente ainda do que as câmeras e materiais digitais tornam possível hoje, pensar e fazer cinema como uma construção sonora - a imagem (quase podemos dizer assim, em que pese a simultaneidade do registro) é acrescentada depois. Distante, sim, mas ao mesmo tempo nada mais perto do espectador grego de hoje. Ao final do filme, era como se Eurípedes filmado por Cacoyannis estivesse falando da Grécia de agora, da crise trágica de agora, à espera de todos na saída da projeção no Festival de Thessaloniki, em novembro último. A história é outra, mas o sentimento trágico é o mesmo.
Electra foi exibido comercialmente entre nós no ano seguinte a sua produção. Dois filmes anteriores de Cacoyannis tiveram distribuição nos cinemas brasileiros, Stella (1955) e A mulher de negro (1956). Dois outros filmes do diretor foram igualmente exibidos em nossas salas comerciais, Zorba, o grego (1964) e O dia em que os peixes saíram d'água (1967). Depois, se não me falha a memória (que por natureza falha com frequência) nenhum outro filme de Cacoyannis teve distribuição comercial no Brasil. Ele faleceu em julho último, aos 90 anos de idade, a exibição foi promovida como uma homenagem à memória do diretor.
Primeira das três tragédias filmadas por Cacoyannis - as outras duas foram As troianas (1971) e Ifigênia (1977) - Electra propõe uma imagem fiel a sua origem teatral. Trabalha o quadro e a movimentação dos intérpretes dentro dele num estilo próximo àquele adotado por Eisenstein na metade da década de 1940 em Ivan o terrível. Filma em cenários naturais, mas não registra a paisagem e as pessoas diante da objetiva, de acordo com a prática neorrealista, então dominante; ao contrário, faz com que tudo se mova para a câmera. Cria um espaço em que dominam os tons escuros - os vestidos negros das mulheres, os véus escuros que cobrem parte da cabeça - e nele o intérprete é convidado a se mover como quem dança e a recitar seus diálogos quase como se cantasse. Nessa espécie de teatro de sombras, graças à fotografia de Walter Lassaly, destaca o tom claro do rosto dos interpretes, em especial o de Irene Papas no papel de Electra, e graças à música de Mikis Theodorakis, o ritmo trágico do gesto antes que a tragédia se expresse pela fala. Tudo se passa numa outra dimensão, numa realidade, digamos assim, irreal. E talvez exatamente por isso, passível de ser sentida como uma conversa sobre aqui e agora.
No final, depois de matar a mãe para vingar o assassinato do pai, a porta da casa apedrejada por toda a gente, Electra e Orestes se encontram diante de uma tragédia ainda maior do que a tinham vivido até então. O sofrimento com o crime, matar a mãe, cometido em nome do sofrimento com outro crime, ela matara o pai, se estende até que as mulheres de negro na porta de casa recitem a frase de Eurípedes que encerra a tragédia e que diz mais ou menos: jamais existiu uma casa tão nobre e ao mesmo tempo tão almadiçoada. O comentário sussurrado por um espectador na saída, "somos nós agora", lembrou-me a observação de Godard, maio do ano passado, para explicar que por "problemas gregos" não podia ir a Cannes para apresentar Film Socialisme: "não sei porque se fala tanto de dívida da Grécia. Afinal, pelo menos nós, europeus, devemos tudo aos gregos".

Ken Loach, maio de 2010, Festival de Cannes
Lembrar Vida em família depois de Ventos de liberdade deixa a impressão de que o titulo deste filme de Ken Loach parece um trailer do que ele fez em seguida: a vida em família está no centro dos conflitos de seus filmes.
> ver Duas notas sobre Ken Loach
> ver ainda Perguntas ao vento
Não é a impressão de que o personagem central é um retrato do diretor que dá uma força especial a Violência e paixão de Luchino Visconti. Mas, sem dúvida, o vigor dessa história resulta de uma direta relação entre o narrador e a história narrada. O realizador, aqui, retrata não sua família, mas uma família como a sua: seus contemporâneos.
> ver Vida em família
Um lugar sem limites
Há 80 anos, na manhã do domingo 17 de maio de 1931, no cinema Capitólio, na Cinelândia, foi exibido em pre-estreia, Limite de Mário Peixoto. O cinema, então, reafirmava sua capacidade de ver o mundo numa visão ilimitada quando o filme de Mário propôs que, ao contrário, a fotografia e o cinema limitam a visão – e que desta limitação resulta sua força ilimitada.
> ver Um lugar sem limites

Nos três principais prêmios do júri oficial de Berlim encontra-se um preciso resumo do festival: Nader e Simin, uma separação / Jodaeiye Nader az Simin, de Asghar Farhadi, Urso de Ouro; O cavalo de Turim / A Torinói Ló, de Béla Tarr, Prêmio Especial do Júri; e Perdão de sangue / The Forgiveness of Blood, de Joshua Marson, Urso de Prata.
> ver Os gatos, o cavalo e o urso de Berlim e
também:
> A sagração de Pina sobre o filme/dança de Wenders em 3D
> Sobre festivais, ver ainda: Guadalajara: Recordar é viver
e Cannes que se lembra de suas vidas anteriores
O cão de Kurosawa
O cinema tem carateristicas de muitas outras artes, mas é essencialmente ele mesmo, observou certa vez Akira Kurosawa depois de lembrar uma composição escolar em que um menino compara seu cachorro com outros bichos para concluir que de verdade o cachorro dele se parece mesmo é com um cachorro. > ver O cão sem plumas
> ver também O cinema no túnel de Van Gogh
e sobre Kagemusha ver O castelo bem assombrado
> e ver ainda O gesto como ideograma
“Eu trabalho sobre o funcionamento do cérebro”, disse num debate sobre Meu tio da América o professor Henri Laborit, “e nos filmes
de Alain Resnais percebi que mecanismos do cérebro, como os da memória, poderiam ser representados numa imagem”.
> ver O sótão desarrumado
> ver também Morte em Veneza sobre L’amour à mort
> ver ainda O primeiro Resnais sobre Hiroshima, meu amor
e Ano passado em Marienbad
Ensaio sobre a chegueira é em parte uma imagem tomada do texto de José Saramago (a condição contemporânea como uma cegueira branca: o olho vê mas o cérebro não reconhece o que o olho percebe) e em parte uma imagem que pertence ao universo do cinema como o seu contracampo absoluto: o não ver. > ver Crer para ver
Antoine Lumière ao apresentar o cinematógrafo, em Paris, em 1895 : “ É uma invenção sem futuro”. Stefan Zweig ao ser apresentado ao Brasil em 1941: “ É o país do futuro”. Montemos as duas frases, a invenção sem futuro no país do futuro, para pensar o presente do cinema 1oo anos depois da invenção do cinematógrafo.
> ver Toda a vida mais cem anos
Um jeito de criança e uma atmosfera de circo são os pontos de partida para uma caricatura em que a aparência primeira da realidade é transposta para a realidade dos sonhos.
> ver sobre o cinema de Federico Fellini
A vida como um palco iluminado
Recordações de amanhã
Sonhadores do mundo todo, uni-vos
A estratégia da aranha
Numa folha de papel podemos contar alguma coisa que aconteceu. Mas num filme – dizia John Huston – as pessoas acreditam naquele exato momento em que a coisa acontece, em que a luz se faz.
> ver Iluminismo
No que nos conta, e principalmente no modo de contar, A rede social de David Fincher discute o conflito entre uma atenção exclusiva, concentrada num único ponto, e uma outra dispersa, voltada para todos os lados sem se fixar em ponto algum.
> ver Pickpocket
Primeiro ele criou um personagem. Depois, outros da mesma família. E finalmente uma imagem cinematográfica inspirada neles. Tal como os personagens de Woody Allen a câmera de seus filmes usa óculos e de quando em quando gagueja. > ver textos sobre
Vicky Cristina Barcelona
Ponto final
e Memórias
1. Talvez seja possível, talvez não, a questão sempre presente no cinema de quem vive numa sociedade desigual, é filmar a desigualdade. Talvez seja esta a história que nossos filmes contam pelo menos desde Rio, 40 graus. > ver
No cárcere da pobreza
2. Para simultaneamente, discutir a questão carcerária e tomar a imagem do cárcere como uma representação da condição brasileira, o cinema tem visitado ou se instalado na prisão.
> ver Memórias do cárcere
Acabou o tempo em que o cinema destacava que a história contada num filme era baseada em fatos reais, ou era uma invenção tão parecida com a realidade que era necessário advertir que a semelhança era mera coincidência.
> ver Breve nota baseada
em fatos irreais
Quase ao mesmo tempo em que Dalton Trumbo filmava o seu livro Johnny vai à guerra, Leon Hirszman filmava o livro de Graciliano Ramos, São Bernardo – duas conversas sobre aleijões humanos: um vitima de uma explosão na Primeira Guerra Mundial, o outro de uma implosão na guerra econômica.
> ver Nacional e estrangeiro
O fotógrafo Paul Strand construiu seu modo de ver o mundo numa conversa com a fotografia, a pintura e o cinema.
> ver A idade da luz
1. A grande indústria do audiovisual trabalhava a invenção de mundos imaginários quando
Pablo Trapero fez seu primeiro filme com um preto e branco fortementre granulado: Mundo grúa.
> ver Mundo grão
2. Adrián Caetano diz que Bolívia surgiu primeiro veio a vontade de contar uma história em preto e branco. > ver
O ar difícil de respirar
1. Com O complexo Baader Meinhof de Uli Edel o cinema alemão retoma uma discussão a rebeldia radical e o terrorismo da década de 1970 iniciada em filmes como Os anos de chumbo, A viagem,Alemanha no outono, Stammheim e A faca na cabeça.
> ver A culpa do pai,
a raiva do filho
2. Em A vida dos outros Florian von Donnersmarck, retoma um personagem que passou por um outro filme alemão, Passeio noturno de Andreas Kleinert: um agente da polícia de segurança do estado, a Stasi, em crise um pouco antes um pouco depois da queda do muro de Berlim.
> ver O ouvidor
No começo de O jogador de Robert Altman e no final de Profissão repórter de Michelangelo Antonioni uma imagem que Pier Paolo Pasolini definia como a fusão do extremo da objetividade e da subjetividade,
o plano-sequência.
> ver Agulha no palheiro
e também
A continuidade descontinua
O título do filme de Hector Babenco mais do que se referir à história que conta se refere ao modo de contar: O passado procura um diálogo com a tradição do melodrama no cinema latino-americano.